sábado, 18 de dezembro de 2010

Mão na massa

A melhor forma de aprender a cultura de um povo é conhecendo sua culinária. Aproveitando os nossos dias em Dharamsala, fui fazer um curso de culinária tibetana. Nada muito profundo, uma vez que só tinhamos um último dia na cidade, mas suficiente para fazer uma aula sobre ‘momos’.

O nome é engraçado, soa mais como algo italiano, consigo até imaginar a mama trazendo aquele pratão de momos. rsrsrsrs… Mas é tibetano e muito gostoso.

Nosso professor, Lhamo, atravessou o Himalaia fugindo da repressão chinesa quando tinha apenas quinze anos e hoje com mais de 30, casado e com crianças nascidas na Índia, trabalha como chef em alguns restaurantes de Dharamsala e cada vez mais se dedica as aulas de culinária tibetana.
IMG_2378
Entre uma receita e outra, aproveitamos para conversar e conhecer um pouco de suas experiências como refugiado na Índia. Desde quando fugiu do Tibet, Lhamo nunca mais falou com seus pais, que ainda moram isolados em uma vila no interior do país e a única forma de ter notícias de sua família é através de sua irmã que mora na cidade e consegue ligar pra ele de vez em quando.

Voltando a aula, momo é um pastelzinho tibetano, normalmente salgado, mas que pode ser feito doce para servir como sobremesa. Cozido no vapor, vem com diferentes recheios – a imaginação é o limite – e geralmente servido com um molho de tomate parecido com ketchup e pimenta. Durante o curso experimentamos com molho de soja e, com mel para a sobremesa;  as duas combinações ficaram ótimas.
dharamsala_rishikesh_road1
Fizemos três combinações diferentes, espinafre com queijo, combinado de vegetais e um doce a base de gergelim. A receita é bem simples e em pouco mais de duas horas aprendemos a fazer a massa, recheios, montar os pasteizinhos (que é a parte mais difícil) e cozinhar nossos ‘filhinhos’, antes de finalmente saborear o resultado da aula.

Recomendo o programa… bom para encontrar novos amigos, aprender a fazer algo diferente e de quebra ganhar um belo almoço tibetano feito por várias mãos.

A receita eu passo quando retornar ao Brasil e, prometo fazer uma noite de momos na nossa casa.

2 comentários:

  1. Fefê, tô orgulhadésima de seus novos conhecimentos culinários. Não vejo a hora de ver na prática. Só não pode ficar como as comidinhas japonesas que você ficou de fazer para nós, depois daquele curso e... até hoje, nadica de nada, rrrssss!!!! Beijos e beijos.

    ResponderExcluir
  2. Podemos combinar uma noite de comidas japonesas e tibetanas...

    ResponderExcluir