segunda-feira, 9 de maio de 2011

Momento de reflexão

Bombaim foi nosso último destino no país, terra das produções bollywoodianas e, como bons turistas de plantão, tivemos a oportunidade de conhecer esse universo. Há tempos penso em fazer o post sobre Bollywood, pelo menos acho que penso...

 Tá certo que essa vontade encontra-se somente no plano das ideias sem nenhuma perspectiva de ação. Sempre que acesso o Pé de Cachorro penso, precisamos mudar esse post e tal. Então percebi como o apoio do amigo Freud que essa enrolação toda é simplesmente uma tentativa de não encerrar essa parte tão especial de nossas vidas. As fotos ficarão para o próximo post, mas pelo menos o diagnóstico já foi feito.


Deuses hindus

A Índia é assim, ame ou odeie e no nosso caso, foi um caso de admiração, respeito e encanto profundo, país de intensa e diversificada cultura, extremos religiosos, pobreza chocante, condições subumanas. Falta estrutura, dinheiro, saúde, mas não falta um sorriso no rosto de um indiano. É claro que se você der corda, ele vai tentar se aproximar, trocar um aperto de mão, contar uma história, fazer um negócio ou até te pedir uns trocados.

De dentro da nossa zona de conforto ocidental, julgar é muito fácil. Porém, são pouquíssimas pessoas dentre os milhares de turistas que transitam pelo país que sabem e pensam com o coração na dura realidade do ‘planeta Índia’.

A Índia tem povoado os nossos sonhos desde a infância (pelo menos os meus) quando estudamos na aula de História, a descoberta acidental do nosso país, pois, na verdade, os portugueses estavam atrás de outra terrinha, dos caminhos para a Índia e não do continente tupiniquim.

Pintura feita na parede de uma guest house simples e aconchegante


Segundo a BBC, nos últimos dez anos, a população indiana aumentou em 181 milhões de pessoas – quase o mesmo que a população total do Brasil, de pouco mais de 190 milhões de habitantes, segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Com uma população de 1,21 bilhão, a Índia tem mais habitantes que os Estados Unidos, Brasil, Paquistão e Bangladesh juntos. É mole?

Você sabe o que isso significa? Significa dizer que é um bilhão de vezes mais difícil solucionar a desigualdade social, os problemas sanitários, moradia, saúde, violência, educação, sem mencionar o extremismo religioso que passa por cima dos menos favorecidos. Apesar de toda privação, seu povo não deixa de sorrir para o mundo, um sorriso interno, sorriso da alma, um lado espiritualizado que não deixa de aflorar, apesar dos pesares.

É impossível escrever um post sobre a Índia em poucos parágrafos, Se você não concorda com este ponto, sugiro refletir a respeito; coração e mente abertos. Open your mind…

Jaipur - Rajastão


segunda-feira, 18 de abril de 2011

A Índia silenciosa

Patriotismo não conhece língua. A Índia é uma nação de 1,2 bilhão de pessoas que falam mais de 20 idiomas. Se amarmos nossa língua, a ponto de discriminar as outras, essas línguas se tornarão as espadas que dividirão a terra. Vamos, juntos, iniciar um movimento para celebrar as diferenças. Vamos difundir a luz da unidade. Jai Hind!

Este vídeo foi realizado em comemoração aos 62 anos de República do país, com a participação de crianças cantando seu hino nacional. Ouvir no sentido pleno, com a alma e com o coração.

Jai Hind é uma saudação ou grito de guerra usado no país em discursos referentes ao patriotismo. Seria algo como salve a Índia ou vida longa a Índia. É isso aí, salve salve Índia!


quarta-feira, 23 de março de 2011

O cinema indiano

A indústria de cinema indiana é a maior do mundo em termos de venda de bilhetes e de número de filmes produzidos (somente em 2003 foram produzidos 877 longas metragens e 1177 curtas metragens). Os bilhetes de cinema na Índia estão entre os mais baratos do mundo. A indústria é sobretudo suportada por uma vasta audiência. A cada 3 meses, um público tão grande quanto a população da Índia visita as salas de cinema. 

De acordo com o censo de 1991, se fossem agrupadas as várias línguas do país, incluindo os dialetos, chegaríamos a 1576, ou 114 línguas principais. Os produtores indianos já fizeram filmes em 30 das línguas mais faladas. Contudo, apenas os maiores grupos linguísticos são apoiados por fortes indústrias cinematográficas, que são o hindi, tamil, telegu, bengali, marathi, kannada e o malayam.

Os filmes indianos geralmente incluem muitas cenas de música e dança. Essas músicas costumam expressar emoções e paixões, que variam entre o amor, tragédia, triunfo e celebração. Também costumam usar cantores de playback, ou sejam artistas que cantam as músicas, e os atores apenas sincronizam os seus movimentos labiais com a voz do cantor.

As melodias de um filme indiano determinam em boa parte o sucesso comercial do mesmo. Os filmes têm geralmente entre duas a três horas de duração, com intervalo. Sim, fecham-se as cortinas e a ‘turma’ deixa a sala do cinema, com bastante euforia, entre palmas e assovios. Os temas variam entre romance, comédia, ação e suspense. Dizem que o conteúdo de todos os filmes é revisto por um painel de censores do governo indiano, o Central Board of Film Certification.

A indústria cinematográfica hindi, baseada em Mumbai (anteriormente conhecida como Bombay, ou Bombaim), é o maior ramo do cinema indiano. O cinema hindi conhecido como Bollywood, vem da fusão de Hollywood com Bombay.

O nome Bollywood é por vezes aplicado ao cinema indiano como um todo, no entanto esta designação é incorreta, visto que se refere apenas ao cinema de língua hindi. Esta vertente do cinema indiano é considerada a mais liberal entre as várias indústrias cinematográficas do país, porém, segundo críticos, 'algumas' produções violam os valores culturais indianos, além de discutir temas controversos de maneira inadequada.

Embora distribua menos filmes do que algumas indústrias regionais de cinema, é a maior em termos de público. Acredita-se que os filmes de Bollywood sejam os mais vistos pela maioria dos frequentadores de cinema na Índia. A produção hindi também possui grande reconhecimento internacional, especialmente no Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Austrália onde existem grandes comunidades indianas.

Fonte: Wikipédia

pictures1

Crédito fotos:
Sentido horário: letreiro bollywood musicaindianabrasil.blogspot.com, poster Bollywood: allposters.com, poster casal escrito em hindi: 360digest.com e dançarinas http://www.thisislondon.co.uk

quarta-feira, 16 de março de 2011

Mumbai à vista

Mumbai é a capital do estado de Maharashtra e a maior cidade da Índia, com uma população estimada em 14 milhões de habitantes. A sua região metropolitana é a terceira maior do mundo, somando algo em torno de 22 milhões de pessoas. A cidade possui um porto natural pelo qual passam metade do tráfego de passageiros da Índia e grande quantidade de carga.

A cidade é um caldeirão caótico e moderno, de milhões de pessoas de grupos lingüísticos e étnicos diferentes. Ancorada em dinheiro e glamour, é a maior evidência do crescimento anual do país. Novos comércios estão se multiplicando e a programação de rádio, televisão e a mídia impressa estão a todo vapor.

A capital financeira e do entretenimento da Índia abriga instituições importantes, como o Reserve Bank of India (o banco central indiano), a Bombay Stock Exchange (uma das bolsas de valores da cidade) e a National Stock Exchange of India (outra importante bolsa de valores), bem como a matriz de diversas empresas indianas.

A cidade atrai migrantes de todo o país, devido às grandes oportunidades comerciais e ao nível de vida relativamente alto. Encontra-se em Bombaim a chamada Bollywood, a indústria indiana de cinema e televisão. E por falar em Bollywood, nosso Pezinho de Cachorro passou por lá. Aguardem…

Fonte: Time Out Mumbai

sexta-feira, 11 de março de 2011

Nós viajamos. E você?

Deli foi o primeiro destino em terras indianas. Mencionamos alguns bons momentos mas faltou citar (entre várias coisas) o Kunzum Travel Cafe, um charmoso cafezinho ponto de encontro da turma mochileira que aterrisa na capital ainda sem muita idéia do que vem pela frente.

Um espaço onde os viajantes se encontram no mundo real e não em redes sociais para conhecer gente dos 4 cantos, fazer intercâmbio da estrada, pesquisar a próxima etapa da viagem, checar as finanças, ou simplesmente tomar um chá com internet de graça. A proposta foi iniciada pelo fotojornalista Ajay Jain, que teve sua inspiração vinda dos cafés para mochileiros que visitou durante suas viagens a lugares como Dharamsala e Ladakh.

Os visitantes também são encorajados a compartilhar suas histórias de viagens, histórias, experiências, imagens e vídeos no kunzum.com, uma página de recados disponível na web. Uma biblioteca bem abastecida é a base de referência para a próxima parte da viagem, incluindo guias, livros, revistas e relatos de viagem.

Empresas de viagens disponibilizam seus catálogos no local, além de livros e arte fotográfica publicados pelo próprio Kunzum. A melhor parte: você não é obrigado a comprar nada. Não há preço definido para o café, chá e biscoitos que compõem o pequeno menu. Em vez disso, os clientes simplesmente deixam uma contribuição na caixa de doação. Simples assim.

A idéia é permitir que as pessoas passem tempo no café sem a obrigação de gastar dinheiro. Não deixe de explorar a região de Hauz Khas Village, repleta de galerias de arte, lojas de antiguidade, restaurantes e lojas descoladas.

www.kunzum.com
T-49, GF, Hauz Khas Village, New Delhi 110 016, India
Horário de funcionamento: Terça a Domingo das 11h – 19.30h
Telefones: +91.11.2651 3949 +91.9650 702 777

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terça-feira, 8 de março de 2011

Salve, salve

Mulher,

Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis
Que divide sua alma em duas
Para carregar tamanha sensibilidade e força
Que ganha o mundo com sua coragem
Que traz paixão no olhar
Mulher,
Que luta pelos seus ideais,
Que dá a vida pela sua família
Mulher
Que ama incondicionalmente
Que se arruma, se perfuma
Que vence o cansaço
Mulher,
Que chora e que ri
Mulher que sonha...
Tantas Mulheres, belezas únicas, vivas,
Cheias de mistérios e encanto!
Mulheres que deveriam ser lembradas,
amadas, admiradas todos os dias…

Viviana Oliveira

Feliz Dia Internacional da Mulher

Mulheres

sexta-feira, 4 de março de 2011

O cara

“ Humildemente me esforçarei em amar, em dizer a verdade, em ser honesto e puro, em não possuir nada que não me seja necessário, em ganhar meu salário com o trabalho, em estar atento sempre ao que como e bebo, em não ter nunca medo, em respeitar as crenças dos demais, em buscar sempre o melhor para todos, em ser um irmão para todos meus irmão.

Sejas a mudança que queiras ver no mundo pois a única revolução possível é dentro de nós.”

Mahatma Gandhi

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